The way I remember it, she was laying there, motionless while I composed this picturesque image of Brooklyn’s finest landscapes. I can’t stop but to think about her last words and the unusual way she said them to me. They continued to echo in my mind, revolving on each word, making me uncomfortable even though it was months ago, while still in L.A..
“Have you ever witnessed anyone in this photograph?”
She examined it for several moments. “No.”
I do not know why, but I inquired again.
“Have you ever witnessed anyone in this photograph?”
“No,” she said again, although this second no did not seem like a parrot, but like a different variety of no.
“Have you ever witnessed anyone in this photograph?” I inquired, and this time I held it very proximal to her face, like Grandfather held it to his face.
“No,” she said again, and this seemed like a third variety of no.
I put the photograph in her hands.
“Have you ever witnessed anyone in the photograph?”
“No,” she said, but in her no I was certain that I could hear, Please persevere. Inquire me again. So I did.
“Have you ever witnessed anyone in the photograph?”
She moved her thumbs over the faces, as if she were attempting to erase them. “No.”
“Have you ever witnessed anyone in the photograph?”
“No,” she said, and she put the photograph in her lap.
“Have you ever witnessed anyone in the photograph?” I inquired.
“No,” she said, still examining it, but only from the angles of her eyes.
“Have you ever witnessed anyone in the photograph?”
“No.” She was humming again, with more volume.
“Have you ever witnessed anyone in the photograph?”
“No,” she said. “No.” I saw a tear descend to her white dress. It too would dry and leave a mark.
“Have you ever witnessed anyone in the photograph?” I inquired, and I felt cruel, I felt like an awful person, but I was certain that I was performing the right thing.
“No,” she said, “I have not. They all look like strangers.”
I periled everything.
“Has anyone in this photograph ever witnessed you?”
Another tear descended.
“I have been waiting for so long.”
I pointed to the car. “We are searching for Trachimbrod.”
“Oh,” she said, and she released a river of tears. “You are here. I am it.
Ver-te triste é a maior doença que me afecta. Ver-te triste é das coisas mais tristes que já vi. Não quero mais ver-te triste por ser um beco sem saída, um salto sem pára-quedas. Não é que me importe de ficar à mercê das tuas mãos salvadoras mas, prefiro atirar-me do fundo do teu riso. Assim não caio, flutuo. Chego a voar um pouquinho, nas gargalhadas, nos olhos pequeninos do Sol que se vai esquecendo e se põe. Também ele vai caindo através do céu.
Sopra um vento
Lento, pela janela
Velha, semiaberta
Rangendo nas fissuras
Que rasgou o tempo.
O céu aclareia
Passando da noite
A um azul sangrento
Vítima da madrugada.
Mas que silêncio…
Não ouço nada
Senão o passar
Do tempo. nada…
Há, nesta melancolia
De horas não dormidas,
Uma saudade profunda
Letal como uma doença.
Nunca te amei tanto, ma soeur,
Como quando de ti parti naquele pôr-de-sol.
O bosque engoliu-me, o bosque azul, ma soeur,
Sobre que já pousavam as estrelas pálidas a oeste.
Não me ri nem um pouco, nada, ma soeur,
Eu que a brincar ia ao encontro dum destino escuro —
Enquanto os rostos já atrás de mim
Devagar empalideciam no anoitecer do bosque azul.
Tudo era belo naquele anoitecer único, ma soeur,
Nunca mais depois e nunca antes assim —
Verdade é: só me ficaram as grandes aves
Que ao anoitecer têm fome no céu escuro.
Como Pessoa, a certa altura,
Penso “em que hei-de pensar?”
Inclino-me ao sabor dos meus sonhos
Onde tu existes, a cada instante,
Ao meu lado, plausível.
Penso, sobressaltado,
Quanto de realidade terão
Os meus pensamentos de cada noite.
Não passam de sonhos, é a verdade.
Mas também é verdade que os vejo;
Que os sinto como meus que são.
Não sei qual será a linha que separa
A realidade das coisas finitas
Para a infinitude das noites
Onde sonho com os nossos corpos
Perdidos noutro sonho
Que é estar, somente estar,
Ao teu lado.
Não podes chorar quando eu não estou aí.
Essas lágrimas são minhas, meu amor.
Não as gastes sem eu as puder limpar, pela força dos meus dedos
que já não têm força para te abraçar, com ainda mais força.
E eu gostava de a ter. Mas gasto-a por estar tão longe. Tão longe que o céu parece perto,
Ao alcance dos dedos que já não têm força, força que gastei para te amar.
Quero que as tuas mãos
Me tapem os olhos
Nos dias em que não estás.
Quero que a tua boca
Me beije de todas as vezes
Que não quero falar.
Nunca sofri eu
Tão pesado desatino.
Teu sorriso divino
Quem o deu?
Sou um barco à deriva,
As marés soltas e rodopiantes,
Sangrentas e mirabolantes
Do tempo assim o obriga.
O meu castigo é esse;
Procurar-te nos cantos infinitos,
Rumar, incerto, por sítios esquisitos.
Será tão fácil alguém perder-se?
Todos os dias peço que não,
A minha última confissão.
Quis soletrar a paixão
Numa dessas noites em claro
Onde o som da chuva, no passeio,
Me lembra o eco dos teus passos.
Mas tudo isto são palavras,
Escritas num papel.
Queria apenas a câmara lenta
Dos teus beijos e dos meus.
Vejo-te em sonhos,
Embaraços de voos lentos,
Partilhados no espaço.
Uma primavera sonolenta,
De vozes sumidas.
E assim se passam os dias…