'ORPHEU

Saturday November 27, 2010

Quero libertar-me do meu espaço.

Ser a raiz moderna da rebeldia

Que me atravessa o quarto.

Mas não posso.

Preso aos afazeres da ciência

Durante meses. Preso como doente

A uma cama febril sem sono.

Sem possibilidade de dormir.

Tudo dói em desespero…

Queria que fosse expresso, rápido,

Passageiro e fugaz.

Não é nada disto e é lento.

Lento com um suave apagar

Da minha alma que, com tudo isto,

Se vai…Morrendo aos poucos,

Devagar.